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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Divergência seletiva.

A "Nova Direita" brasileira tem suas idiossincrasias. Atolada em uma avalanche de idéias anti-socialistas em circulação nos idolatrados Estados Unidos, mas com um domínio do idioma inglês coerente com o desempenho brasileiro no Pisa, engloba indiferenciadamente "conservadores" e "libertários". 

E o que é um libertário? Na prática, é fácil identificar um: é alguém que diz que não vivemos no capitalismo, mas, de fato, em um mundo fascista ou socialista, que se caracteriza pela intervenção do Estado na economia e das grandes empresas no Estado, e que isso é ruim, pois não permite a livre expressão das forças do mercado, que é o que realmente geraria riqueza e caracterizaria o capitalismo "verdadeiro". Um libertário defende, para se corrigir essa situação, o mínimo de Estado ou mesmo sua abolição.

Diogo Costa é um libertário. Ele escreveu "Pelo capitalismo, para os pobres", artigo em que ele afirma:

"Nos últimos vinte anos, a pobreza mundial caiu pela metade. Esse é um acontecimento inédito na história humana. Eu olho para a Ásia e a África e vejo um capitalismo tirando o mundo da miséria."

É assim que funciona o raciocínio de um libertário: quando existe uma crise financeira mundial, inflação, alta carga tributária, proteção a essa ou àquela empresa, é porque não vivemos verdadeiramente em um sistema capitalista. Quando o que seria, de fato, segundo eles, fascismo ou socialismo, gera riqueza, então foi o "capitalismo tirando o mundo da miséria".  

18 comentários:

  1. Mas não há contradição alguma em reconhecer que o atual sistema é 'socialista', 'estatista' e depois comemorar medidas capitalistas eficazes que ocorrem dentro dele. O contrário também é válido. Isso fica claro com aquele conceito de 'pico-único' do Duncan Black, que o Paul Wolff reconhece como uma solução parcial ao problema da inconsistência na regra da maioria (parcial pois há possibilidade de divergências na avaliação). O pico-único consiste em uma graduação entre dois extremos opostos, quanto mais à direita, mais X, quanto mais à esquerda, mais Y.

    Imagine, por ex, que você é um socialista e considera o sistema atual 'capitalista'. Contudo, dentro dele, surge uma medida como, sei lá, 'Obamacare'. O sistema não deixou de ser capitalista, mas essa medida o aproximou daquilo que você considera o ideal (ou seja, foi mais à esquerda, mais Y, mais próximo do socialismo). A mesma coisa se aplica a um libertário, que pode comemorar uma diminuição nos impostos, a abolição do Estatuto do Desarmamento, o serviço militar obrigatório e etc, e, ainda sim, considerar que o sistema ainda é estatal.

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    1. O capitalismo socialista/fascista é o que existe, e foi ele que gerou a riqueza citada. A obrigação do Diego Costa, então, seria demonstrar que foi o aspecto "livre iniciativa" do capitalismo socialista/fascista que gerou a riqueza, e não o pacote completo.

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  2. E era obrigação sua perceber a obviedade de que o aspecto "capitalismo" é o gerador de riqueza do capitalismo fascista. Em verdade, nunca vi discussão a respeito da eficiência capitalista em gerar riqueza; o que cabe discutir (e que efetivamente se discute) é se o capitalismo de livre mercado é também eficiente em distribuí-la. Você é apenas mais um semi-analfabeto que, falto de idéias próprias, passa o dia a procurar errinhos nas dos outros.

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  3. <>

    Obviedade para quem está ideologicamente predisposto a pensar assim, Zé Mané! Sua posição é ideológica, não científica.

    "Em verdade, nunca vi discussão a respeito da eficiência capitalista em gerar riqueza"

    Agradeço por confessar que ignora o assunto. Da próxima vez, antes de chamar alguém de semi-analfabeto, procure se informar do assunto direito.

    Vocês são um colar de pérolas mesmo.

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  4. Oh, Cientista!
    Então não são as indústrias, pequeno, micro e médias empresas, grandes corporações e produtores rurais que efetivamente CRIAM riqueza? Quem cria é quem toma de um para dar a outro? Ou quem toma de um para ficar consigo? Defender que o Estado é o único capaz de distribuir eficientemente essa riqueza já criada é completamente entendível, e eu concordo -- com ressalvas. Agora, afirmar que o Estado cria riqueza é absurdo, com exceção das estatais, é claro. Mas como a maior parte das empresas são privadas...

    Cuidado para não babar no seu jaleco, Einstein.

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  5. OK. Você mergulhou na literatura liberal. Parabéns. Agora leia o outro lado também, que fala do papel do Estado na economia para fomentar e proteger segmentos, criar políticas públicas que norteiem o desenvolvimento, prover infra-estrutura, etc. Ou seja, há os que defendem como melhor essa sinergia entre o Estado e a iniciativa privada e o fazem apontando para o que, de fato, sempre foi o capitalismo REAL, historicamente verificável, em contradição ao liberalismo que prega o Estado mínimo ou inexistente, que não passa de uma ideologia fantasiosa.

    A propósito, leia http://vidaortodoxa.blogspot.com.br/2009/12/meus-dois-centavos-sobre-o-capitalismo.html.

    Falta estudo.

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    1. Caio, o outro lado já é a versão oficial que é empurrada pra cima de todo mundo pela educação do MEC. É praticamente impossível sair do ensino atual sem passar pela lavagem cerebral estatista e acreditar em mentiras como 'o new deal salvou os EUA da grande depressão'...
      O estado realmente protege alguns segmentos às vezes, mas isso é bom apenas pra esses setores, prejudica todos os outros e principalmente os consumidores. No mundo real nenhum país precisa de protecionismo pra crescer.Cingapura era uma ilhazinha de merda, sem nada e ficou rica em poucas décadas apenas tornando a economia liberal, sem protecionismo nenhum.
      http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/historia/as-licoes-de-cingapura-ou-lee-kuan-yew-um-despota-esclarecido/

      Políticas públicas não 'norteiam' o desenvolvimento, elas são só uma desculpa pra favorecer alguns amigos do rei. O desenvolvimento acontece pela ação do mercado, nenhum Bill Gates ou Steve Jobs precisou de governo nenhum 'norteando' nada.
      Quanto ao capitalismo REAL, historicamente verificável, o mais perto que a humanidade já chegou dele foi os EUA dos fouding fathers, um governo realmente mínimo e a maior criação de riqueza da história da humanidade.

      Quanto a ser científico, mesmo que supostamente seja impossível verificar se uma melhoria veio do mercado ou do governo, defender o lado do governo, sem evidência nenhuma é tão anti científico quanto defender o do livre mercado

      Isso SE fosse realmente algo impossível de verificar, mas evidências é o que não falta. Chile, Cingapura, EUA dos fouding fathers...até os países nórdicos, que os esquerdistas adoram citar como suposto sucesso de modelo estatista, enriqueceram com políticas de livre mercado e só depois o estado resolveu inchar pra levar o crédito. E depois que o estado paternalista inchou, o crescimento estagnou.

      E o link que vc botou está quebrado

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    2. E desculpe, mas é meio arrogante esse seu comentário de que 'falta estudo' quando muitos liberais viraram liberais justamente por JÁ terem estudado a propaganda esquerdista e notarem que alguma coisa cheira mal nela.

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    3. ZTL da Silva, falta estudo: http://www.edb.gov.sg/

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    4. Falta muuuuuuito estudo: http://lilt.ilstu.edu/critique/fall%202003/taymazfinal.pdf

      At the heart of the Singapore model is the social contract that was articulated
      between the ruling PAP run government and the people of Singapore. In essence, it said
      that while the people were willing to accept more government control, give up some
      individual rights, and work hard, the government would create the environment that
      would deliver prosperity and a better quality of life. As Singapore historian Jim Baker
      notes, “the ramifications of the new social contract were felt first on the economic front”
      (Baker, 2000:367).

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    5. Apart from effective governance, the Singapore government exercises
      considerable discipline in managing the countries economic affairs. While the PAP ran
      on a socialist platform to get elected, it was careful of which industries the government
      nationalized. It has generally been the case that the government did not intervene in
      markets it felt the private sector was doing a good job of meeting Singapore’s economical
      interests. This policy was briefly outlined in a speech titled “Survival” that former foreign
      minister S. Rajaratnam delivered in the early 1970s. In the speech, Rajaratnam mentioned
      that the government supported state run corporations like Singapore Airlines and Neptune
      Ocean Lines because the private sector did not have the ambition or financial backing to
      start such vital organizations that would make trade with the developed countries possible
      (Rajaratnam, 1987:237). On the other hand, as Rajaratnam noted, the government was
      careful not to extend these policies to peripheral industries and “crowd out” what the
      private sector could do more efficiently.

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    6. The third theme underlining Singapore’s economic success has been the
      importance the government has attached to the development of Singapore’s human
      resources and the investments it has made in its own people. While the PAP ruthlessly
      smashed all independent labor unions and consolidated what remained into a union
      umbrella group called the National Trade Union Congress (NTUC), which it directly
      controlled, it did set up technical schools as well as paid foreign corporations to train
      unskilled workers for higher paying jobs in electronics, ship repair, and petrochemicals.
      For the benefit of those who still could not get industrial jobs, the government enrolled
      the participation of the NTUC in creating labor intensive, “un-tradable” services, mostly
      for the purposes of tourism and transportation. In building up Singapore’s human
      resources, the government on the one hand alleviated unemployment, but to do so it
      established orderliness in labor-corporate relations. The result has been the creation of a
      business environment where investors do not fear uprisings from their employees, while
      at the same time they take advantage of the incentives the Singapore government
      provides for them for training the people they hire.

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  6. Muita ingenuidade achar que um site .GOV não vai ser parcial pro lado do governo.
    Mas enfim, SE o ponto é que a burrice dos libertarian é atribuir ao livre mercado tudo de bom, e ao governo tudo de ruim quando o país é alguma mistura entre os dois, esse artigo não acrescenta nada.
    E criticar o libertário por ele acreditar baseado numa ideologia...na base de qualquer coisa vai ter uma ideologia.Até na do cientificismo.É, realmente falta estudo.

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  7. Na próxima vez, prepare-se antes de deixar comentários. Sua burrice não será tolerada novamente. Os comentários aqui são moderados exatamente para eu não ter de perder meu tempo respondendo a gente despreparada como você.

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    1. Ok, faça como quiser. I don't give a shit, pq só mesmo na cabeça de gente com o mesmo nível que o seu para achar que ficar no 'ah vc é burro despreparado feio chato' etc vale alguma coisa.
      E aproveita, continua citando como fonte a revista UFO,quem sabe um dia eles te levam de volta pro teu planeta né?

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    2. É assim que reage um jumento com as orelhas expostas.

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    3. Esperneia, bicha, esperneia...

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