Pesquisar este blog

domingo, 22 de junho de 2014

Porque quem gosta de jegue é nordestino.

A partir de hoje eu só converso sobre política com "conservadores" brasileiros que disserem ter lido esse artigo. Eu cansei de gente tapada, que não conhece a polissemia do termo "conservador" e imagina que o único sentido que ele possui é o atribuído pelos americanos (que chamam de liberais os esquerdistas, aliás).

Também só converso sobre Roger Scrutton com quem souber da ligação dele com a indústria tabagista japonesa e conhecer seu livro pró-ambientalismo. 

E só falo sobre as críticas do novo Papa ao capitalismo - nas quais foi apoiado pelo Papa emérito - com "conservadores" e católicos que conheçam a Doutrina Social da Igreja (se eu, que nem católico sou, conheço...). 

O filósofo paratleta

Quem acompanha a "olavosfera" deve se lembrar de efusiva recomendação que o Olavo fez das aulas de inglês da Profa. Magarita Noyes. Ele teria, segundo seu testemunho, finalmente aprendido a ler no idioma. Corroborando essa informação, temos esse anúncio no site do Seminário de Filosofia, em que se encontra o seguinte:
"Atualmente, Margarita também trabalha como professora particular de inglês de Olavo de Carvalho, utilizando o mesmo método no qual o curso Inglês para Estudantes de Filosofia será baseado."



Qual o método utilizado no curso "Inglês para Estudantes de Filosofia"? Do mesmo link:


"O método de ensino é o da leitura lenta acompanhada de comentários, através dos quais a professora Margarita Noyes explorará aspectos lingüísticos e auxiliará a compreensão aprofundada do assunto em questão."




Um outro anúncio, de 2012, traz ainda mais informações sobre o método utilizado por ela:
"A professora Margarita tem um estilo único de ensinar que combina material literário de qualidade com o ensino das estruturas, dos modos de expressão, das expressões idiomáticas e das formas de pensamento contidas na língua inglesa. Assim, estudando com a professora, os estudantes matam dois coelhos com uma cajadada só: enquanto escutam, lêem e aprendem textos literários de alta qualidade e absorvem o conteúdo que ali está, também aprendem o inglês de maneira fácil e interessante..."




Pelo que sei, ela não fala português e, pelo que se depreende das informações sobre seu método, tampouco incentiva a tradução para a compreensão do texto (e nem teria como saber se a tradução está correta se não conhece o idioma de chegada).




No entanto, vejamos o que seu mais ilustre aluno diz fazer para entender o que lê em outro idioma:




"... Eu sempre faço isso! Todo mundo diz que, quando você está aprendendo uma língua estrangeira, você tem que pensar na língua estrangeira... Eu estou com 65 anos! Eu nunca consegui pensar numa língua estrangeira, a não ser quando estou conversando! Mas agora, quando eu estou lendo, ... eu faço exatamente o contrário! Eu faço questão de traduzir tudo para ter a certeza que eu tenho o domínio completo daquilo que eu estou lendo, senão você não sabe a nuance exata... Então eu faço esse exercício há muitos anos..."



Mas como ela pode tê-lo ensinado a ler em inglês se ele continua fazendo exatamente o que sempre fez: traduzindo o texto para o português para poder compreendê-lo? Segundo seu próprio testemunho, o Olavo não lê em inglês: ele lê a tradução que faz para o português!
Um esclarecimento de quem ensina inglês há mais de 20 anos: o que o Olavo expõe no vídeo não é um "método", mas a descrição de como ele lida com a deficiência pessoal na leitura de textos em outro idioma. É como um paratleta pensando que é o Felipão e ensinando ao Neymar o que deve fazer para jogar futebol em uma cadeira de rodas. Mas no caso do paratleta a gente até ficaria com dó...




A propósito: não conheço essa professora e não estou julgando o trabalho dela. A única coisa que sei é que ela me parece ser uma pessoa agradabilíssima e que não acredito que ela se restrinja somente a esses procedimentos brevemente descritos nos links, pois eles seriam corretos, porém insuficientes para a devida aprendizagem e melhoria do idioma.  Estou somente apontando a inegável incoerência de seu aluno ao recomendar seu trabalho e, ao mesmo tempo, negar-lhe a eficiência.



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Luz no fim do túnel para o conservadorismo tupiniquim

O anti-esquerdismo brasileiro está começando a respirar novos ares. O acesso a informação através da Internet, sobretudo por parte dos de melhor formação intelectual, que têm também facilidade na leitura do inglês e outros idiomas, está desvendando cenários cada vez mais amplos e independentes das excentricidades estapafúrdias daquele que se arvora dono, em todo o território brasileiro, de informações e autores que circulam livremente há décadas na internet. 



terça-feira, 20 de maio de 2014

Teoria da Constipação

Se, segundo o Olavo, o Príncipe Charles é da tariqa do Schuon, que está ligada aos eurasianos, assim como os radicais islâmicos e os globalistas, por que cargas d'água o Príncipe disse isso?

http://extra.globo.com/noticias/mundo/no-canada-principe-charles-compara-putin-hitler-12550823.html

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Um dia no perfil do Olavo no Facebook I

Professor, o meu sobrinho de 8 anos disse que tinha aprendido duas frases em russo na escola: "Setem Brochove?" e "Sea Quinevasse Voce Usavaski?". 

É a invasão eurasiana! O Sr. precisa consagrar a Rússia ao Coração de Maria urgente!



*Essa é uma postagem ficcional com base em idiotas reais.









segunda-feira, 28 de abril de 2014

Olavo vs. a Realidade

REVISADO E AMPLIADO EM 26 DE MARÇO DE 2019. Titulo original: Olavo vs. Robert Kagan.

O nacionalismo americano, segundo Olavo de Carvalho [grifos meus]:


No que diz respeito ao conteúdo ideológico geral, o nacionalismo americano é em essência um conservadorismo, empenhado em manter viva a tradição constitucional e o legado dos Founding Fathers. Isso quer dizer que a Constituição, na perspectiva nacional-conservadora, deve ser interpretada segundo a intenção de seus autores, não deformada por arranjos posteriores que, a pretexto de fazer dela "um documento vivo" (expressão de Al Gore), tratam logo de sepultá-la.
A ideologia dos fundadores da República Americana foi uma síntese originalíssima que harmonizava as reivindicações práticas do Iluminismo com as exigências e princípios do cristianismo bíblico...
Os americanos são o único povo, em todo o universo, que é governado por uma Constituição cristã, ...

Comparem isso ao que diz Robert Kagan em The Cowboy Nation: against the myth of American innocence ou em sua entrevista à Frontpagemag, em 2003. É a diferença entre quem imagina práticas a partir de princípios e quem faz o homework e se baseia em documentação e fatos históricos.

Kagan, aliás, escreveu "Do Paraíso e do Poder", editado no Brasil pela Rocco:

página 88:

O mito da tradição "isolacionista" dos EUA é notavelmente resistente. Mas é mito. A expansão do território e influência tem sido a realidade inescapável da história dos EUA, e não tem sido uma expansão inconsciente... Mesmo enquanto ainda eram um conjunto fraco de colônias pouco unidas e espalhadas pelo litoral do Atlântico..., os EUA já despontavam para os seus líderes como um "Hércules no berço", "embrião de um grande império"... Jefferson previou a implantação de um vasto "império da liberdade". Hamilton acreditava que os EUA iriam "em breve assumir um comportamento correspondente a seus grandes destinos"...

página 89:

... Os EUA devem tornar-se uma grande potência, e talvez a maior potência, acreditavam, bem como muitas gerações subseqüentes de norte-americanos, porque os princípios e os ideais sobre os quais o país se fundara eram inquestionavelmente superiores... A prova da importância transcendental do experimento americano não se encontraria apenas na perfeição perene de suas instituições nacionais, mas também na disseminação da influência americana... É por isso que sempre foi tão fácil para tantos americanos acreditar, como muitos ainda crêem hoje, que, ao promover seus próprios interesses, promovem os interesses da humanidade. Conforme afirmara Benjamin Franklin, a causa dos Estados Unidos "é a causa de toda a humanidade".

página 92:

... os ataques... incentivaram e aceleraram, mas não alteraram a essência do rumo em que já se encontravam os EUA. 



Seria proveitoso também comparar o que o Olavo diz sobre a suposta "constituição cristã" americana ao que nos informa o documentarista cristão conservador americano Chris Pinto em seu The Hidden Faith of the Founding Fathers. Conforme se lê no material promocional do DVD:



... Muitos [dos pais] fundadores estavam envolvidos em sociedades secretas, e, mesmo assim, ainda se alega que esses homens eram cristãos tentando construir uma nação cristã...



O que os fundadores acreditavam a respeito da Pessoa de Jesus Cristo? Eles estavam lutando pelo Cristianismo, ou contra ele? ...



Charles Thomson foi o Secretário do Congresso Continental e o responsável pelo projeto final do Grande Selo dos Estados Unidos. Diz-se que ele estava mais familiarizado com os eventos e pessoas envolvidos na Revolução Amricana do que qualquer outro em sua época. Ele passou anos documentando a história da Guerra da Independência e sabia muitos detalhes que haviam escapado aos outros. Embora incentivado a publicar sua notável história, ele preferiu destruí-la. Ele disse: "Eu não desenganarei as futuras gerações".  









domingo, 27 de abril de 2014

Metacaradepau

Olavettes, esses títulos e assuntos lhes parecem familiares?

The Rich and the Super-Rich: a study in the power of money today


The Rockefeller Syndrome (com direito a celeuma com Galbraith nas páginas de The New York Review of Books)


Vamos lá, olavettes! No ritmo de Ivete Sangalo:


Mamãe vai fazer, papai vai fazer
Mamãe vai fazer, só falta você
Mamãe vai fazer, papai vai fazer
Mamãe vai fazer, só falta você
Chupando, Chupando, Chupando
Chupando e não citando